quinta-feira, 11 de novembro de 2010



Duas freiras saíram do convento para vender biscoitos.

Uma é conhecida como Irmã Matemática (M) e a outra é conhecida como Irmã Lógica (L):
M - Está ficando escuro e nós ainda estamos longe do convento!
L - Você reparou que um homem está nos seguindo há meia hora?
M - Sim, o que será que ele quer?
L - É lógico! Ele quer nos estuprar.
M - Oh não! Se continuarmos neste ritmo ele vai nos alcançar em no máximo 15 minutos. O que vamos fazer?
L - A única coisa lógica a fazer é andarmos mais rápido!
M - Não está funcionando.
L - Claro que não! Ele fez a única coisa lógica a fazer, ele também começou a andar mais rápido.
M - E agora, o que devemos fazer? Ele nos alcançará em 1 minuto!
L - A única coisa lógica que nos resta fazer, é nos separar! Você vai para aquele lado que eu vou para este lado. Ele não poderá seguir nós duas.
Então o homem decidiu seguir a Irmã Lógica.
A Irmã Matemática chegou ao convento preocupada com o que poderia ter acontecido à Irmã Lógica.
Passou um bom tempo e eis que a Irmã Lógica chega.
M - Irmã Lógica!! Graças a Deus você chegou! Me conte o que aconteceu!!
L - Aconteceu o lógico. O homem não podia seguir nós duas então ele optou por me seguir.
M - Então, o que aconteceu?
L - O lógico, eu comecei a correr o mais rápido que podia e ele correu o mais rápido que ele podia também ...
M - E?
L - Novamente aconteceu o lógico: ele me alcançou.
M - Oh meu Deus! O que você fez?
L - Eu fiz o lógico, levantei meu hábito.
M - Oh, Irmã!!!! E o que o homem fez?
L - Ele também fez o lógico, abaixou as calças.
M - Oh, não!!!!! O que aconteceu depois?
L - Não é óbvio, Irmã? Uma freira com o hábito levantado consegue correr muito mais rápido do que um homem com as calças abaixadas !!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A justiça criminosa



Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa e Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Bragaparques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusavam, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.

Clara Ferreira Alves

Daqui: Expresso

domingo, 7 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

LANÇAMENTO – APRESENTAÇÃO DO DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA: pequeno léxico disléxico NO 21º AMADORA BD 2010 – DIA 6 (AMANHÃ-SÁBADO) ÀS 15h30

Tal como noticiámos no último post aqui no Kuentro, será lançado amanhã, sábado, dia 6 de Novembro pelas 15h30, no Auditório do 21º Amadora BD (piso inferior do Fórum Luís de Camões, na Brandoa), o Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, da autoria do investigador Leonardo De Sá e editado pela Pedranocharco Publicações. A apresentação da obra será feita pelo jornalista do Público, Carlos Pessoa, que é também o prefaciador do livro.

O Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico é um glossário enciclopédico que ajuda a compreender os termos e expressões empregues em vários países, assim como os assuntos e detalhes relacionados com a banda desenhada a nível internacional.

Trata-se de um livro essencial para conhecermos melhor o mundo dos quadradinhos, nos seus significados e na sua história, com a abordagem também de muitos outros temas próximos da BD – como a caricatura, o cartoon, as colecções de cromos ou as fotonovelas.


Recordamos que o Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá, estará à venda no 21º Amadora BD, no stand Pedranocharco, dias 6 e 7, ao preço especial de lançamento de €12,00 (preço posterior: € 16,00).

Formato 16 x 23 cm, 202 págs. + capas, p&b c/ capa a cores.


Poste sacado dali ---> Kuentro


Palestins VI

© Juli Sanchis

Pepsi

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Euroarabs

Boris Erenburg and Sergey Sichenko have sent us some cartoons about the Gaza conflict.
Here are two of them.


© Boris Erenburg



© Sergey Sichenko


Dear friends!
Gaza is not just an Israel’s local problem.
It is a branch of radical Islam.
In a few years all of you will be able to have your own Gazes in your countries.

Israeli cartoonists
Boris Erenburg
Sergey Sichenko


Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é um robô que lhe pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- 150.
Então o robô serve um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobre aquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí.

O tipo ficou impressionado, e resolveu testar o robô. Saiu, deu uma
Volta e retornou ao balcão. Novamente o robô pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- Deve ser uns 100.
Imediatamente o robô serve-lhe um whisky e começa a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher e outros assuntos semelhantes.

O sujeito ficou abismado. Sai do bar, pára, pensa e resolve voltar e fazer mais um teste. Novamente o robô lhe pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem disfarça e responde:
- Uns 20, eu acho!
Então o robô lhe serve-lhe uma pinga de tinto carrascão, inclina-se no balcão e diz-lhe bem pausadamente:
- E então meu, vamos votar no Sócrates de novo?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

© S........

Eutanásia



Eutanásia – para reflectir

Relato real de um homem.


Ontem, eu e minha mulher estávamos sentados na sala, a falar das muitas coisas da vida.


Estávamos a falar de viver e morrer.
Então eu disse-lhe:

Nunca me deixes viver num estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se me vires nesse estado, desliga tudo o que me mantém vivo, ok?

Vocês acreditam que a estúpida se levantou, desligou a televisão e deitou fora a cerveja que eu estava a beber?