A minha mãe, D. Rosa, já era vibradora por influência familiar e mal nasci ela sabia que eu havia de ganhar a vida a meter-me com as senhoras.
Este ano fui destacado para entrar em acção com Billy Raise e Tereza Julisova (Tea para os amigos).E apesar de serem muito bonitas e de eu me considerar trabalhador, se quisesse passar o dia todo a entrar e a sair dos mesmos túneis tinha-me inscrito num centro de emprego como condutor de Metropolitano ou mineiro. Não estava preparado para 12 shows por dia com a Billy e a Tea. Por mim, com a Tea era às 17 horas. Tea for two, five o’clock Tea.
Além do mais, o meu contrato era com a Exotic Angels. Que elas me lambessem e chupassem, que elas me introduzissem nas suas virtuosas personalidades (no centro está a virtude) era trabalho. E trabalho é trabalho, conhaque é conhaque e lubrificante é lubrificante.
Felizmente o público português percebeu que eu não gosto de misturas, apesar de vibrar com certos espectáculos, quando sabem dar-me a volta. Porque eu tenho pilhas de talento.
O meu nome é Mateus, mas os amigos tratam-me por “Rosé”, já que tenho tendência para corar na presença das senhoras.
Os meus respeitos, digníssimo público.
Dick Hard
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